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Vinhaça como fonte de potássio na agricultura

O potencial da vinhaça como fonte de potássio e os cuidados necessários para seu uso agronômico.

A vinhaça é um dos subprodutos da produção de etanol e de bebidas destiladas. Originalmente um problema para disposição de resíduos, hoje tem sido amplamente estudada como insumo agrícola, especialmente pela utilização da vinhaça como fonte de potássio (K) na fertilização do solo.

Vinhaça como fonte de potássio: fluxo do processo e subprodutos da producao de etanol
Fluxo do processo e subprodutos: produção de etanol

Vinhaça como fonte de potássio na fertilização agrícola

De forma geral, estudos convergem ao reconhecer que a vinhaça apresenta elevadas concentrações de potássio solúvel, frequentemente constituindo o nutriente mineral de maior teor em sua composição. Esse fato confere à vinhaça elevado potencial de substituição parcial ou total de fertilizantes minerais tradicionais, como o cloreto de potássio (KCl), especialmente em sistemas agrícolas próximos às unidades produtoras de etanol, onde o custo logístico é viável. 

Um estudo conduzido com milho sob fertirrigação demonstrou que a vinhaça concentrada pode apresentar eficiência técnica e econômica comparável ao KCl, promovendo acúmulo de biomassa e produtividade semelhantes quando aplicada em doses equivalentes à demanda da cultura. A aplicação via sistema de irrigação permitiu maior uniformidade na distribuição do nutriente e melhor controle das quantidades fornecidas, reduzindo riscos de acúmulo localizado de sais no solo. Além disso, a fertirrigação facilita o parcelamento da dose ao longo do ciclo da cultura, o que aumenta a eficiência de absorção do potássio e diminui perdas por lixiviação. 

Em outro estudo realizado na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, avaliando a sucessão aveia-preta/milho silagem/milho na safrinha, a aplicação direta da vinhaça ao solo resultou em aumento do potássio trocável e manutenção ou incremento da produtividade das culturas subsequentes. O trabalho evidenciou que a vinhaça pode suprir adequadamente a necessidade de K ao longo de sistemas de sucessão, desde que as doses sejam calculadas com base na exportação de potássio pelas culturas. Também foram observadas alterações químicas positivas no solo, como incremento na matéria orgânica superficial. Entretanto, o estudo reforça a necessidade de monitoramento contínuo da condutividade elétrica e do equilíbrio iônico, para evitar salinização ou desequilíbrios nutricionais. 

Um estudo de revisão internacional no assunto ressalta que a composição da vinhaça varia conforme a matéria-prima e o processo industrial, podendo apresentar elevada carga orgânica (DBO), acidez e concentrações significativas de sais. Assim, são recomendadas estratégias de manejo como diluição, fertirrigação controlada, aplicação parcelada e pré-tratamentos (concentração, biodigestão ou compostagem) para mitigar impactos ambientais e melhorar a eficiência agronômica. 

Desta forma, o controle não só do potássio na vinhaça, como da quantidade de sólidos dissolvidos e da matéria orgânica via diluição, são fundamentais para o correto emprego deste subproduto na fertilização do solo. 

Como a Alutal pode ajudar no processo produtivo de etanol? 

A Alutal possui equipamentos de laboratório que realizam análises importantes durante o processo, como no monitoramento do caldo e da fermentação, além do produto final (etanol) e da vinhaça. Confira! 

Análise de pH e condutividade – o analisador PH820 da Apera Instruments é adequado para medições de pH, condutividade e sólidos dissolvidos em águas, vinhaça e etanol. de já vem equipamento com sensor de pH de alta precisão Labsen 221 para análise de águas e vinhaça, além da célula de condutividade alta precisão  2401T-F, adequada para medições em etanol,  águas e vinhaça.  

Vinhaça como fonte de potássio: PH820
Foto: analisador PH820

Adquirindo um sensor Labsen 871 para meios orgânicos com o conjunto – ou com um analisador dedicado PH820 – você adiciona a capacidade de medir pH em etanol, cobrindo todas as aplicações. 

Vinhaça como fonte de potássio: Labsen 871
Foto: sensor labsen 871

Potássio – o analisador portátil PION400-K da Apera Instruments já vem equipado com sensor de pH e eletrodo de íons seletivos (ISE) de potássio, para uma faixa de medição de 0,1 a 3000 mg/L. A Apera também fornece o padrão de 1000 mg/L e a solução de ajuste de força iônica (TISAB) necessários à análise. 

Vinhaça como fonte de potássio: PION4000-K
Foto: analisador portatil pion400-k

Razão K/Na – para medir a concentração simultânea de sódio e potássio na vinhaça, a Krüss oferece um fotômetro de chama diferenciado, com capacidade de analisar os dois elementos mais cálcio (Ca), de maneira simples, precisa e rápida, através dos equipamentos da série FP8000. 

Vinhaça como fonte de potássio: fotômetro FP8000
Foto: fotômetro de chama FP8000

Grau Brix – a medição de Brix é, talvez, a mais importante para o monitoramento do desempenho do processo de moagem e concentração do caldo. A Krüss oferece uma ampla gama de refratômetros para laboratórios, desde os modelos manuais, digitais portáteis (com compensação de temperatura), on-line, até os modelos da série DR7000, com precisão de 0,02° Brix e controle automático de temperatura. 

Vinhaça como fonte de potássio: refratômetro DR7000
Foto: refratômetro para laboratório DR7000

Grau Pol – assim como os refratômetros, a Krüss possui em seu portfolio diversos polarímetrosdesde o modelo manual, passando pelo modelo automático econômico P3000, até o mais novo modelo P9000, que representa o estado da arte em sacarimetria atualmente. 

Vinhaça como fonte de potássio: polarímetros P3000 e P9000
Foto: polarímetros P9000 e P3000

Entre em contato com a Alutal e saiba como podemos ajudá-lo no controle de qualidade de processo! 

Referências bibliográficas 

CABRAL FILHO, S. L. et al. Biomass accumulation and technical and economic efficiency of potassium sources applied via fertigation to corn. Agriculture, Basel, v. 12, n. 4, p. 497, 2022. 

MORAN-SALAZAR, R. G. et al. Utilization of vinasses as soil amendment: consequences and perspectives. SpringerPlus, [S.l.], v. 5, n. 1, p. 1007, 2016. 

BASSO, C. J. et al. Vinhaça como fonte de potássio: resposta da sucessão aveia-preta/milho silagem/milho safrinha e alterações químicas do solo na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. Ciência Rural, Santa Maria, v. 43, n. 4, p. 596–602, 2013. 

Eduardo Barbosa

Gerente de Vendas e Desenvolvimento de Negócios na Alutal, mestre em Química, trabalha há mais de 20 anos com Instrumentação Analítica de Laboratório e Processo. Atua na promoção e vendas do portfólio de equipamentos de laboratório, identificando novas oportunidades de negócios e parcerias estratégicas em Instrumentação Analítica.

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