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Como medir temperatura na siderurgia?

Sensores industriais, como os termopares, são usados na medição de temperaturas extremas em siderúrgicas

A siderurgia é, antes de tudo, uma indústria de controle. Entre todas as variáveis do processo, nenhuma é tão determinante quanto a temperatura. Do interior do alto-forno ao tratamento térmico final, cada etapa da produção do aço depende de medições precisas para garantir qualidade, eficiência energética e segurança operacional.

Não se trata apenas de trabalhar com calor extremo. Trata-se de saber exatamente quanto calor, onde e por quanto tempo. Em um ambiente onde as temperaturas variam de 400 °C a mais de 1.800 °C, qualquer desvio compromete a microestrutura do aço, acelera o desgaste de refratários e eleva o risco de falhas no processo.

É por isso que a medição de temperatura deixou de ser um item operacional e passou a ocupar papel estratégico dentro das usinas.

Faixas de temperatura nos processos da siderurgia

A fabricação do aço envolve uma sequência de processos térmicos críticos, cada um com objetivos específicos. No alto-forno, o controle térmico garante a eficiência da combustão, a correta redução do minério e o melhor aproveitamento do ar quente. Já no pré-aquecimento das conchas, a temperatura protege os refratários e assegura o transporte seguro do metal líquido.

Durante a fundição contínua, o controle térmico passa a ser decisivo para a qualidade do produto final. A solidificação precisa ocorrer de forma uniforme para evitar trincas, segregações e defeitos internos. Nos tratamentos térmicos, como recozimento e têmpera, a temperatura determina diretamente propriedades como resistência, dureza e ductilidade.

A tabela abaixo resume os principais processos siderúrgicos e suas respectivas faixas de temperatura, destacando o objetivo do controle térmico em cada etapa:

Processo industrialFaixa de temperaturaObjetivo do controle térmico
Alto-forno1100 °C – 1300 °CCombustão do combustível, reações de redução e eficiência do ar quente
Pré-aquecimento da concha600 °C – 900 °CProteção dos refratários e transporte seguro do metal líquido
Fundição contínua (distribuidor e molde)700 °C – 1800 °CQualidade de placas/tarugos e solidificação uniforme
Recozimento600 °C – 900 °CRefinamento da estrutura granular e melhoria das propriedades mecânicas
Têmpera TMT400 °C – 900 °CFormação de martensita e aumento da dureza estrutural
Aquecimento por indução600 °C – 2500 °CAquecimento uniforme de tarugos e barras

Como a temperatura é medida na siderurgia com termopar

Medir temperatura em siderurgia exige tecnologia capaz de operar em ambientes extremos, com poeira metálica, vibração, campos eletromagnéticos e atmosferas agressivas. Por isso, as usinas combinam sensores de contato e instrumentos de medição sem contato, de acordo com a aplicação.

Os termopares seguem como a base da medição por contato. Instalados diretamente em fornos, panelas, distribuidores e equipamentos de tratamento térmico, eles fornecem dados contínuos e confiáveis, mesmo em temperaturas superiores a 1.500 °C. Sua leitura em tempo real permite ajustes finos no processo, controle de adições de liga e estabilidade térmica ao longo da produção.

Nem todos os termopares, porém, suportam a realidade da siderurgia. A escolha do tipo adequado depende da faixa de temperatura, da estabilidade química e da resistência mecânica exigida. Os modelos mais utilizados, K, N, S, R e B, atendem desde aplicações gerais até medições em temperaturas extremas, acima de 1.700 °C.

A tabela a seguir apresenta os principais tipos de termopares usados na siderurgia, suas composições, faixas de temperatura e indicações de uso:

Tipo de TermoparComposiçãoFaixa de TemperaturaIndicação na SiderurgiaObservações
KNíquel-Cromo / Níquel-Alumínio-200 °C a 1.260 °CUso geralMais utilizado na siderurgia, bom custo-benefício e boa resistência à oxidação
NNíquel-Cromo-Silício / Níquel-Silício-Magnésio-200 °C a 1.300 °CProcessos críticosMaior estabilidade térmica e menor deriva que o tipo K
SPlatina-Ródio / Platina-50 °C a 1.480 °CAlta precisãoAplicado em controle fino de processo e calibração
RPlatina-Ródio / Platina-50 °C a 1.760 °CAltíssimas temperaturasIndicado para processos siderúrgicos especiais
BPlatina-Ródio / Platina-Ródio0 °C a 1.820 °CTemperaturas extremasUsado em fornos e medições acima de 1.700 °C

Além da precisão, a durabilidade é um fator decisivo. Em uma usina, a falha de um sensor pode significar parada de produção, perda de material e aumento de custos. Por isso, termopares industriais contam com proteção cerâmica, isolamento mineral e projetos robustos, capazes de manter a estabilidade mesmo sob ciclos térmicos severos.

Quando o pirômetro é a melhor escolha

Há situações em que o contato direto simplesmente não é possível. É nesse ponto que o pirômetro se torna essencial. Ao medir a radiação térmica emitida pelo material quente, ele permite a leitura de temperatura sem contato físico.

Na siderurgia, o pirômetro é amplamente utilizado para monitorar aço líquido, peças em movimento, áreas de difícil acesso e processos com resposta térmica muito rápida, como laminação e aquecimento por indução. Sua principal vantagem está na velocidade de resposta e na segurança operacional, já que elimina o risco de dano ao sensor e ao operador.

Pirômetros modernos utilizam detecção infravermelha com filtragem espectral, o que reduz interferências causadas por chamas, vapor ou variações de emissividade da superfície do aço. Isso garante medições confiáveis mesmo em ambientes altamente instáveis.

Medição de temperatura industrial é com a Alutal

A complexidade da siderurgia exige parceiros que dominem o processo e a tecnologia. A Alutal é referência em soluções de medição de temperatura para a indústria pesada, com atuação consolidada em siderúrgicas de todo o país.

Com um portfólio que inclui de termopares especiais a soluções customizadas, a Alutal desenvolve projetos pensados para operar com precisão, confiabilidade e longa vida útil, mesmo nos ambientes mais severos da produção do aço.

Em um setor onde cada grau influencia o desempenho do produto, a eficiência energética e a segurança da planta, medir bem não é um detalhe técnico. É uma decisão estratégica. E é exatamente nesse ponto que a Alutal se posiciona como parceira da siderurgia moderna.

Anny Malagolini

Anny Malagolini é jornalista, redatora e especialista em SEO, com ampla experiência na produção de conteúdos estratégicos para web.

Funcionamento e aplicação de Termopares