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Alutal anuncia parceria com a Nikkiso em bombas criogênicas

Grupo industrial japonês de atuação global, referência internacional em bombas e sistemas criogênicos, passa a contar com suporte técnico e comercial local no Brasil.

A Alutal fechou parceria com a Nikkiso Clean Energy & Industrial Gases (Nikkiso CE&IG), uma das maiores fabricantes de bombas criogênicas do mundo. Com o acordo, a Alutal passa a oferecer no Brasil as bombas criogênicas centrífugas e alternativas (reciprocantes) da marca para oxigênio, nitrogênio e argônio liquefeitos, GNL, GLP refrigerado, CO2 e hidrogênio.

A parceria chega num momento de crescimento do setor. Um estudo de mercado independente estima o mercado brasileiro de bombas criogênicas em cerca de US$ 51,9 milhões em 2026, com expansão anual próxima de 6,7% até 2033. Hoje o Brasil já é o maior mercado da América Latina nesse segmento.

O que é uma bomba criogênica

Uma bomba criogênica é um equipamento que transfere ou pressuriza gases liquefeitos em temperaturas muito baixas. O nitrogênio líquido, por exemplo, fica em torno de -196 °C, enquanto o GNL fica perto de -162 °C. Nessas condições, a bomba precisa barrar a entrada de calor, porque qualquer aquecimento vaporiza o produto e provoca cavitação.

Existem dois tipos principais. As bombas centrífugas movimentam grandes volumes com pressão moderada, por isso aparecem na descarga de carretas, na transferência entre tanques e em terminais. As bombas alternativas, de pistão, trabalham com vazão menor e pressão alta. Assim, elas são a escolha comum para enchimento de cilindros.

Há ainda a bomba com motor submerso, que fica imersa no próprio líquido. Desse modo, o fluido resfria o motor e a bomba dispensa selo de eixo, uma vantagem em terminais de GNL e GLP.

Conheça a Nikkiso

A história da Nikkiso começa no Japão, no início dos anos 1950, com a fabricação de bombas dosadoras. Em 1982, a empresa passou a produzir bombas criogênicas com motor submerso. Logo depois, em 1987, incorporou a tecnologia da J.C. Carter para esse tipo de equipamento.

Desde 2019, essa operação faz parte do Nikkiso Clean Energy & Industrial Gases Group. O grupo pertence à Nikkiso Co., Ltd., listada na Bolsa de Tóquio, e reúne mais de 1.800 profissionais em mais de 20 países.

O portfólio de bombas criogênicas tem duas linhas. A Nikkiso ACD nasceu na Califórnia, também nos anos 1950, com bombas para oxigênio líquido. Atualmente, ela fornece bombas centrífugas para descarga de carretas, transferência de tanques e processo. Também produz bombas alternativas para enchimento de cilindros e serviço de alta pressão. A Nikkiso Cryo, por outro lado, fabrica bombas com motor submerso para GNL, GLP, etileno, nitrogênio líquido e propileno.

Os números de campo explicam a reputação da marca. Em muitas instalações, essas bombas passam de 20.000 horas entre revisões, e algumas já superaram 40.000 horas. Além disso, mais de 50 navios movidos a GNL operam com bombas ACD, mais do que com qualquer outra marca.

Antes de sair das fábricas nos Estados Unidos e no Japão, cada bomba passa por teste de desempenho com GNL, GLP ou nitrogênio líquido. O teste acontece em velocidade, potência e vazão reais. Da mesma forma, as unidades seguem as normas API e ASME e têm certificação ISO 9001 e ISO 45001.

Onde as bombas criogênicas atendem o mercado brasileiro

Os gases industriais continuam como a base da demanda no país. Plantas de separação de ar produzem oxigênio, nitrogênio e argônio líquidos. Em seguida, esse produto passa por tanques, carretas e reservatórios de clientes até chegar ao processo. Cada etapa pode exigir uma bomba centrífuga ou alternativa. Por essa razão, o segmento concentra boa parte das compras recorrentes.

O GNL abriu uma segunda frente. Segundo levantamento do setor de 2026, o Brasil já tem sete terminais de GNL em operação. Ao mesmo tempo, o GNL de pequena escala leva gás por carreta a regiões sem gasoduto. Também há novos terminais de GLP refrigerado em desenvolvimento no Nordeste.

A terceira frente vem do biometano. Usinas que purificam biogás de aterros e de vinhaça separam um fluxo de CO₂ que pode virar produto comercial. Para vender esse CO₂, porém, a usina precisa liquefazer, armazenar e transferir o produto com bombas de CO₂ líquido.

Suporte técnico da Alutal para bombas criogênicas

A Alutal atua em instrumentação industrial desde 1994 e representa no Brasil fabricantes internacionais de medição, análise e controle de fluxo. Agora, a Nikkiso entra nesse portfólio com uma linha que cobre quase toda a cadeia criogênica. Isso inclui bombas para descarga de carretas e enchimento de cilindros, assim como modelos com motor submerso e bombas marítimas.

Como a Alutal ajuda a escolher a bomba criogênica

Escolher uma bomba criogênica exige olhar para o fluido, a vazão, a pressão de descarga e o regime de operação. Uma bomba de enchimento de cilindros, por exemplo, trabalha em alta pressão e baixa vazão. Em contrapartida, uma bomba de descarga de carreta precisa de vazão alta com pouca perda de produto.

Por isso, a análise começa pelos dados do processo. A equipe técnica da Alutal levanta temperatura, pressão de sucção e de descarga, NPSH disponível e regime contínuo ou intermitente. Depois que reúne essas informações, compara os modelos da Nikkiso e indica a configuração certa: centrífuga, alternativa ou com motor submerso. Todo o atendimento acontece em português, com suporte local.

Bombas Nikkiso disponíveis no site da Alutal

O site da Alutal já reúne os modelos da Nikkiso, com descrição técnica e especificações de cada bomba. Assim, você pode conhecer todas as bombas criogênicas Nikkiso e comparar as opções por aplicação. Entre os modelos, estão:

  • descarga de carretas: AC-14/14M, série TOP, CPLH, TC-21 (HD/J) e DCP-VFD, com inversor;
  • enchimento de cilindros: P2K, ACPD, NOVA, P1100, RPSA e SGCL 41.3;
  • alta vazão e alta pressão: 3-GUPD e SLS, para poços de petróleo e purga com nitrogênio;
  • motor submerso: TC-34 e TC-34.2;
  • aplicação marítima: MSP-GU e MSP-SL, para abastecimento de navios;
  • CO₂ líquido: DCPS, para transferência.

Se a sua planta trabalha com gases liquefeitos, fale com os especialistas da Alutal para definir a bomba criogênica certa para o processo.


Perguntas frequentes sobre bombas criogênicas

Para que serve uma bomba criogênica?

Ela transfere ou pressuriza gases liquefeitos, como oxigênio, nitrogênio, argônio, GNL, GLP refrigerado e CO₂. Na prática, a bomba descarrega carretas, alimenta vaporizadores e enche cilindros de alta pressão.

Qual a diferença entre bomba criogênica centrífuga e alternativa?

A centrífuga move grandes volumes com pressão moderada, enquanto a alternativa gera pressão alta com vazão menor. Por isso, a primeira atende transferência e descarga, e a segunda atende enchimento de cilindros.

Quais fluidos as bombas criogênicas Nikkiso atendem?

As linhas ACD e Cryo cobrem oxigênio, nitrogênio e argônio líquidos. Também atendem GNL, GLP, etileno, propileno, CO₂ e hidrogênio.

Quanto tempo uma bomba criogênica Nikkiso opera entre revisões?

Segundo o fabricante, muitas instalações passam de 20.000 horas entre revisões. Algumas unidades, inclusive, já superaram 40.000 horas.

Onde comprar bombas criogênicas Nikkiso no Brasil?

A Alutal oferece as bombas criogênicas Nikkiso no Brasil, em parceria com o fabricante. Além do fornecimento, a equipe dá suporte técnico local, desde a análise da aplicação até a escolha do modelo.

Lavinnia Moraes

Especialista em estratégias de performance digital, com 7 anos de experiência na otimização de mídias pagas e SEO. Atua no desenvolvimento e análise de campanhas orientadas por dados, com foco em resultados, crescimento orgânico e rentabilidade em ambientes digitais competitivos.

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