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Como funciona a medição de custódia e por que é importante

Saiba o que é, como funciona e por que é essencial para as indústrias de óleo, gás, energia e biocombustíveis

A medição de custódia é considerada um dos pilares técnicos e regulatórios mais importantes para setores como o sucroalcooleiro, óleo e gás, biocombustíveis, energia, mineração e petroquímica. É ela que garante precisão, rastreabilidade e confiabilidade nas transações comerciais de produtos líquidos e fluidos industriais. Em um ambiente cada vez mais regulado, investir em sistemas confiáveis faz diferença direta na receita das empresas. Veja como funciona.

O que é medição de custódia?

A medição de custódia é o processo técnico e regulamentado de medir com alta precisão o volume, a massa e as variáveis operacionais de produtos líquidos ou gasosos. Essa medição é determinante em operações de compra e venda, auditorias fiscais, controle de inventário e transferência de propriedade. Na prática, é ela que assegura que comprador e vendedor estejam de acordo quanto à quantidade efetivamente transferida, garantindo transparência e evitando divergências.

No setor de petróleo e gás, por exemplo, a transferência de custódia ocorre todas as vezes em que o produto muda de mãos ao longo da cadeia logística. Isso acontece no transporte por dutos, no armazenamento em terminais, no carregamento de navios, na chegada a refinarias e em múltiplas outras etapas. Cada transferência exige medições extremamente precisas, pois o valor comercial é determinado diretamente a partir dessas grandezas. Em biocombustíveis, químicos e alimentos líquidos, o princípio é o mesmo: a qualidade e a quantidade precisam ser medidas de forma confiável para evitar perdas, contaminações, erros fiscais e disputas comerciais.

A medição de custódia também desempenha um papel crucial na indústria sucroalcooleira. Etanol hidratado e anidro precisam passar por medições de alta precisão em cada etapa da cadeia, desde os tanques das usinas até o envio para bases distribuidoras. Como o produto apresenta grande volume de movimentação e impacto direto no faturamento, qualquer variação mínima pode gerar divergências fiscais, perdas financeiras e disputas comerciais. Por isso, o procedimento também é determinante no setor, pois garante transparência, rastreabilidade e conformidade regulatória.

A relevância da medição de custódia aumenta ainda mais quando se considera o alto valor agregado das commodities envolvidas. Uma pequena diferença de décimos de porcentagem pode representar centenas de milhares de reais em um único tanque de grande porte. Por isso, a medição precisa seguir normas rígidas e padrões internacionais que asseguram validade legal e auditabilidade completa.

Por que a medição de custódia é importante?

A medição de custódia desempenha um papel fundamental por razões financeiras, regulatórias e operacionais. Em termos financeiros, ela determina com exatidão o valor monetário envolvido na transação. Um erro aparentemente pequeno pode representar faturamento indevido, cobrança incorreta ou prejuízo para uma das partes. Em operações repetidas diariamente, qualquer inconsistência recorrente se transforma em perda financeira acumulada.

Do ponto de vista regulatório, setores como óleo e gás precisam seguir normas rígidas estabelecidas pela ANP, pelo Inmetro e por organizações internacionais. Essas regras definem desde o tipo de instrumento a ser usado até métodos de cálculo e tolerâncias aceitáveis. Empresas que não atendem a esses padrões podem enfrentar sanções, bloqueios operacionais e enormes dificuldades legais.

Já sob a perspectiva operacional, a medição precisa evita disputas entre agentes, reduz o tempo necessário para fechamento de operações e aumenta a confiabilidade dos processos internos. Equipamentos precisos e sistemas modernos reduzem o risco de erro humano e padronizam rotinas, trazendo maior previsibilidade e eficiência.

Outro ponto essencial é a segurança. Historicamente, a medição em tanques era realizada com trena ou régua, exigindo que operadores subissem até o topo do tanque. Além de impreciso, esse método expunha trabalhadores a quedas, vapores inflamáveis e risco de centelhamento ao tocar o produto. A automação moderna elimina totalmente esse cenário, removendo a necessidade de medições manuais e reduzindo drasticamente a probabilidade de acidentes.

Como funciona a medição de custódia?

A medição pode acontecer em fluxo contínuo, comum em dutos, refinarias e terminais, ou em tanques estacionários, onde o produto permanece armazenado. Em ambos os casos, o princípio é o mesmo: medir variáveis como vazão, temperatura, pressão, densidade e nível para determinar a quantidade real de produto sob condições de referência.

Medição em fluxo contínuo

Nos sistemas de fluxo, dispositivos como medidores ultrassônicos, mássicos, de turbina ou por diferencial de pressão coletam dados em tempo real. Esses instrumentos enviam todas as informações para um computador de vazão (flow computer), responsável por aplicar correções previstas em normas técnicas, como fatores de compressibilidade, expansionamento térmico, densidade base e outras variáveis que influenciam a quantidade final. Essas correções são essenciais porque a densidade e o volume dos fluidos variam com temperatura e pressão. Sem padronização, não seria possível comparar valores entre diferentes locais e condições operacionais.

Medição em tanques

Nos tanques, a medição envolve monitorar o nível do líquido, a temperatura em diferentes alturas e a densidade da coluna do produto. Esses valores são inseridos em algoritmos definidos por normas como API MPMS, que calculam o volume líquido e o volume corrigido para temperatura padrão. Essa correção é fundamental para garantir a confiabilidade fiscal, já que variações ambientais influenciam significativamente o resultado.

A medição manual por régua ou trena, apesar de tradicional, apresenta grande variabilidade e coloca em risco a integridade física dos operadores. A exposição ao topo do tanque, ao vapor inflamável e ao contato direto com o produto gera riscos de queda, intoxicação e ignição. Além disso, a medição manual é realizada em um único ponto, ignorando variações de temperatura e densidade ao longo da altura do tanque. Isso resulta em inventários imprecisos e divergências fiscais.

A automação resolve esses problemas ao realizar medições contínuas, multiponto e sem intervenção humana. Isso gera inventários mais precisos, aumenta a confiabilidade dos relatórios e garante conformidade com padrões internacionais.

Normas aplicáveis à medição de custódia

A medição de custódia está entre as áreas mais regulamentadas da indústria. No Brasil, o marco principal é a Resolução Conjunta ANP/INMETRO nº 1/2013, que estabelece critérios obrigatórios para medição de álcool, petróleo e derivados, incluindo requisitos para instrumentos, métodos de cálculo e rastreabilidade. O Inmetro também certifica equipamentos e fiscaliza procedimentos para garantir que os sistemas tenham histórico de calibração confiável e aderente a padrões internacionais.

No cenário internacional, o API MPMS (Manual of Petroleum Measurement Standards) é referência mundial, detalhando procedimentos para medição de nível, temperatura, densidade, amostragem e cálculo volumétrico. Para gás natural, guias da AGA (American Gas Association), como AGA 3, AGA 7 e AGA 9, são amplamente utilizados. Já a ISO 5167 define regras para medição por pressão diferencial, enquanto a ISO 6976 estabelece cálculos para poder calorífico de gás.

Em conjunto, essas normas garantem que o processo de medição seja tecnicamente preciso, legalmente válido e auditável. Tudo, desde a instalação do instrumento até a forma de armazenar dados, precisa seguir procedimentos normatizados.

Solução Alutal para medição de custódia

Nesse ambiente altamente técnico, empresas que atuam com petróleo, derivados, químicos, biocombustíveis e etanol, especialmente em operações de transferência e armazenagem, recorrem a fornecedores especializados, como a Alutal. A companhia projeta e integra sistemas que seguem rigorosamente as normas da ANP, API, AGA, ISO e Inmetro, garantindo conformidade metrológica e fiscal em todas as etapas da medição.

Entre as soluções está o sistema BJLM Servo ATG, substituindo a régua antiga e manual, o que evita acidentes.

O BJLM-80H Series TGS é um sistema moderno projetado para fornecer medição precisa de nível, temperatura multiponto, densidade e interface óleo/água. Uma de suas principais vantagens é realizar todas essas medições usando apenas um bocal do tanque, o que reduz drasticamente a necessidade de intervenções mecânicas, facilita instalações em tanques antigos e diminui custos de infraestrutura.

Além de ser construído para áreas classificadas e operar de forma segura em ambientes com risco de explosão, o BJLM-80H permite configuração local ou remota e pode se comunicar com até 32 instrumentos. O software Joyo processa automaticamente todos os dados coletados e entrega cálculos de volume e massa corrigidos em tempo real.

O processo é totalmente automatizado: o deslocador flutua na superfície, desce medindo temperatura e densidade em múltiplos pontos, identifica a interface óleo/água e retorna para continuar monitorando o nível continuamente. Tudo ocorre sem contato humano, preservando a segurança dos operadores e garantindo total repetibilidade metrológica.

O sistema também elimina a necessidade de subida ao topo do tanque, evitando riscos de queda, contato com vapores inflamáveis, centelhamento e exposição a produtos químicos. Além da segurança, a automação garante inventários muito mais precisos e reduz divergências fiscais, trazendo benefícios diretos à operação.

Calculadora de medição de custódia comprova economia

Para comprovar a eficácia do equipamento, a Alutal apresenta sua calculadora de medição de custódia, onde o cliente consegue visualizar de forma clara o potencial de economia ao adotar um equipamento de alta tecnologia certificado pela OIML, como o BJLM-80H Series TGS JOYO.

Ao usar a calculadora, é possível perceber como essa arquitetura enxuta se traduz em economia real: menor uso de materiais, menos intervenções em campo e maior eficiência no processo como um todo. Essa otimização é especialmente valiosa em operações onde múltiplos bocais não estão disponíveis ou onde cada intervenção representa custos elevados.

Para quem busca uma solução confiável, precisa e reconhecida internacionalmente, a Joyo oferece equipamentos que elevam o padrão da medição de custódia. Experimente a calculadora de incertezas clicando aqui.

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Anny Malagolini

Anny Malagolini é jornalista, redatora e especialista em SEO, com ampla experiência na produção de conteúdos estratégicos para web.

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