Os tipos de termorresistências usados na indústria podem variar conforme o nível de precisão exigido, mas todos têm algo em comum: funcionam a partir da mudança de resistência elétrica em contato com a temperatura. Entender como um RTD opera e quais modelos existem ajuda a compreender por que esse sensor é tão presente em processos industriais e laboratoriais.
O que é termoresistência?
A termoresistência é um equipamento de medição de temperatura usado em ambientes industriais e laboratoriais, especialmente em processos que exigem maior precisão e estabilidade. Ao contrário dos termopares, que trabalham a partir da geração de tensão devido ao efeito Seebeck, ela funciona a partir da variação da resistência elétrica de um metal: conforme a temperatura muda, a resistência também muda, e esse comportamento permite indicar o valor medido com bastante exatidão.
É por isso que modelos como o PT100 são tão comuns em plantas químicas, refinarias, usinas e áreas de pesquisa. A termoresistência também é escolha certa para operar em tanques, tubulações, caldeiras, reatores, câmaras climáticas e equipamentos de teste. Ou seja, praticamente qualquer lugar onde a temperatura precisa ser monitorada com rigor.
A estrutura típica de um RTD consiste em um fio muito fino enrolado em um núcleo de cerâmica ou vidro. Por ser delicado, o elemento sensível normalmente é inserido dentro de uma sonda para proteção. O funcionamento é simples: ao medir a resistência elétrica do elemento, determina-se a temperatura correspondente, já que cada material possui uma curva de resistência bem estabelecida.
Para quem deseja aprofundar mais, o Gerente Técnico Celso Lopes explica detalhadamente o funcionamento do PT100 neste vídeo:
Quais são os tipos de termorresistência?
Entre os modelos mais conhecidos está o PT100, que leva esse nome justamente por FIO DE PLATINA-PT apresentando 100 ohms a 0°C. Ele se tornou padrão em processos industriais e laboratoriais graças à estabilidade, ao tempo de resposta adequado e à confiabilidade nas medições. Outros modelos, como PT500 e PT1000, também são usados de acordo com a necessidade de sensibilidade e alcance.
As termorresistências podem ser classificadas de acordo com o material do elemento sensível, a construção do elemento e o tipo de ligação. Os RTDs de platina, como os Pt100, Pt200, Pt500 e Pt1000, são os mais utilizados no mundo todo. A platina oferece excelente linearidade, estabilidade e repetibilidade, garantindo medições altamente confiáveis. Por isso, é o padrão adotado pela IEC 60751.
Já os RTDs de níquel surgem como alternativa mais econômica, embora tenham faixa de operação mais curta, geralmente até 300°C, e estabilidade menor quando comparados à platina.
Há ainda os RTDs de cobre, que apresentam boa linearidade e custo reduzido. São bastante comuns em sistemas de climatização (HVAC). No entanto, o cobre oxida com facilidade, o que limita seu uso em ambientes industriais mais agressivos.
Veja nossa tabela e compare o desempenhos dos tipos de termorresistências:
Aqui está a tabela atualizada incluindo PT500 e PT5000, mantendo o mesmo padrão simples, direto e organizado:
| Tipo de RTD | Material | Faixa de Temperatura Aproximada | Características |
|---|---|---|---|
| PT100 | Platina | -200°C a +600°C | O mais usado na indústria; alta precisão e estabilidade. |
| PT500 | Platina | -200°C a +600°C | Mais sensível que o PT100; boa alternativa quando se deseja maior variação resistiva. |
| PT1000 | Platina | -200°C a +600°C | Alta resistência; menos suscetível a ruído; ideal para cabos longos. |
| PT5000 | Platina | -200°C a +600°C | Resistência muito alta; extremamente estável; reduz efeitos de interferência e ruído. |
| Ni100 | Níquel | -60°C a +180°C | Boa sensibilidade, porém uso limitado pela faixa menor. |
| Cu10 / Cu50 | Cobre | -200°C a +260°C | Linearidade boa, mas menos resistente à oxidação. |
| RTD Thin Film | Platina (filme fino) | -70°C a +500°C | Resposta rápida, tamanho reduzido e bom custo-benefício. |
| RTD Wire-Wound | Platina (fio enrolado) | -200°C a +850°C | Alta precisão, ideal para aplicações críticas. |
| RTD de Cerâmica | Platina | -200°C a +600°C | Estável em altas temperaturas e ambientes agressivos. |
| RTD de Vidro | Platina | -100°C a +450°C | Boa estabilidade e resistência à umidade. |
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O que muda entre os tipos de termorresistências?
O número de fios é um dos pontos que mais influenciam na precisão. No RTD de 2 fios, a resistência do cabo se soma ao valor do sensor, o que pode gerar erro considerável, por isso ele só funciona bem em cabos curtos ou medições sem necessidade de alta precisão. O modelo de 3 fios é o padrão da indústria porque compensa parte da resistência dos cabos e oferece boa precisão sem encarecer o sistema. Já o RTD de 4 fios entrega o melhor desempenho possível: elimina praticamente todo o erro causado pelos cabos e é usado em medições críticas, laboratórios e calibrações.
A construção física do elemento também determina desempenho e durabilidade. O RTD de filme fino usa uma camada delgada de platina sobre cerâmica, garantindo resposta rápida e custo mais baixo. O RTD de fio enrolado, por sua vez, oferece precisão superior e estabilidade a longo prazo, funcionando melhor em extremos de temperatura. Já o RTD com isolamento mineral (MI) combina resistência mecânica, tolerância a vibração e capacidade de operar em ambientes agressivos, características que justificam sua presença em setores pesados da indústria.
Leia também sobre como calibrar o PT100
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A Alutal é uma das empresas mais tradicionais do país quando o assunto é medição de temperatura, em especial com termopares e termorresistências. Com mais de três décadas de atuação no mercado, a fabricante construiu uma reputação sólida ao entregar sensores precisos, duráveis e compatíveis com as exigências de setores que não podem falhar.
A estrutura da companhia ajuda a explicar por que seus sensores se destacam. A Alutal mantém laboratório próprio de calibração, certificado e reconhecido no país, o que permite testar cada lote de sensores antes de chegar ao cliente. Esse processo dá ao PT100 um diferencial importante: rastreabilidade metrológica real, algo essencial para quem trabalha com processo crítico ou precisa seguir normas técnicas específicas. É o tipo de detalhe que pode passar despercebido, mas que faz grande diferença na prática.
O PT100 da Alutal segue exatamente essa linha. Trata-se de um sensor projetado para oferecer leituras estáveis, precisão mesmo em variações rápidas de temperatura e resistência mecânica para operar em ambientes desafiadores, de linhas de produção a áreas externas expostas a vibração, umidade e mudanças bruscas de calor. É o tipo de equipamento que acompanha a rotina pesada da indústria sem perder performance
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PERGUNTAS FREQUENTES
Tanto o PT100 quanto o PT1000 são feitos de platina e seguem o mesmo princípio. A diferença está na resistência: o PT100 apresenta 100 Ω a 0°C, enquanto o PT1000 apresenta 1000 Ω. Em muitas aplicações eles podem ser usados de forma intercambiável, mas o PT1000 tende a oferecer melhor desempenho em longas distâncias, já que a resistência maior reduz o impacto dos cabos.
A principal diferença é o princípio de funcionamento. Enquanto o RTD mede variação na resistência, o termopar mede tensão gerada pela união de dois metais diferentes. Os RTDs são mais precisos, estáveis e lineares, mas têm faixa de temperatura menor. Termopares podem operar em temperaturas muito altas e têm resposta mais rápida, porém oferecem menor precisão.




