A Margem Equatorial Brasileira é considerada uma das principais novas fronteiras offshore de exploração de petróleo e gás do país. A área desperta interesse do setor energético devido ao elevado potencial estimado de reservas e às semelhanças geológicas com países vizinhos que já registraram descobertas relevantes. Mas onde fica?
O que é a Margem Equatorial e onde fica?
A Margem Equatorial é uma extensa faixa marítima localizada no litoral Norte e Nordeste do Brasil, que se estende do estado do Amapá até o Rio Grande do Norte, ao longo de mais de 2.200 quilômetros da costa brasileira. Trata-se de uma nova fronteira exploratória de petróleo e gás, formada por cinco grandes bacias sedimentares: Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.
Essas bacias estão majoritariamente em águas profundas e ultraprofundas, com lâminas d’água que podem ultrapassar os 3 mil metros, o que exige tecnologia avançada para perfuração e avaliação dos reservatórios. Apesar de parte da região já ter sido explorada no passado, os avanços tecnológicos e a disponibilidade de novos dados sísmicos reacenderam o interesse das petroleiras.
Do ponto de vista geológico, a Margem Equatorial apresenta semelhanças com áreas produtoras da Guiana e do Suriname, onde grandes reservas de petróleo foram descobertas nos últimos anos. Essas regiões compartilham o mesmo sistema geológico, formado durante a separação dos continentes sul-americano e africano, o que aumenta as expectativas de que estruturas semelhantes também estejam presentes no lado brasileiro.
Estudos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que o potencial total de óleo e gás da Margem Equatorial pode chegar a cerca de 30 bilhões de barris de óleo equivalente. Esse volume coloca a região entre as províncias exploratórias mais promissoras do mundo e reforça seu papel estratégico para o futuro energético do Brasil.
Quem está explorando a Margem Equatorial?
A Petrobras é uma das principais protagonistas desse movimento. No plano de negócios 2025–2029, a estatal prevê investimentos totais de US$ 7,9 bilhões em exploração, dos quais US$ 3 bilhões, em torno de 38%, serão destinados à Margem Equatorial. Ao todo, a empresa planeja perfurar 514 poços exploratórios no período, sendo 15 deles na Margem Equatorial, o equivalente a quase um terço dos poços previstos no quinquênio.
Exxon Mobil e Chevron também têm direitos de exploração na região.
As primeiras bacias a serem exploradas serão a Foz do Amazonas e a Pará-Maranhão, com início previsto a partir de 2026. O primeiro poço exploratório ficará a mais de 160 quilômetros do ponto mais próximo da costa e a cerca de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas. A perfuração deve ocorrer em lâmina d’água de aproximadamente 2.880 metros, o que caracteriza uma operação em águas profundas.
Em 2025, a Petrobras obteve licença para perfurar o poço exploratório Norte de Uatumã, no bloco FZA-M-059. Segundo a estatal, o poço está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá e a aproximadamente 500 quilômetros da foz do rio Amazonas. A operação será realizada com uma sonda posicionada na área e tem duração estimada de cinco meses.
Apesar do avanço, a companhia esclareceu que não haverá exploração comercial de petróleo nesta etapa. Agora, o objetivo é reunir dados geológicos que permitam avaliar o real potencial de petróleo e gás da região. “Não há produção de petróleo nessa fase”, destacou a Petrobras em nota oficial no ano passado.
Por que a Margem Equatorial é importante?
De acordo com estudos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), a exploração da Margem Equatorial pode adicionar até 1,106 milhão de barris de petróleo por dia à produção nacional a partir de 2029. Esse volume representaria cerca de um terço da produção atual do Brasil e seria fundamental para compensar o declínio natural esperado do pré-sal a partir de 2030, hoje a principal fronteira produtiva do país.
O interesse das petroleiras na Margem Equatorial está ligado à necessidade de reposição de reservas que, no futuro, substituirão parte da produção do pré-sal. O sucesso exploratório recente na Guiana, em uma área com formação geológica semelhante, reforça o potencial da região brasileira.
Quando a Margem Equatorial foi descoberta?
Embora hoje seja chamada de “novo pré-sal”, essa extensa faixa do litoral norte do país começou a despertar o interesse da indústria do petróleo ainda na segunda metade do século 20.
As primeiras perfurações exploratórias na Margem Equatorial ocorreram na década de 1970, em um momento em que o Brasil ampliava seus esforços para reduzir a dependência do petróleo importado. Na época, porém, os resultados foram considerados pouco promissores. As descobertas não indicaram volumes suficientes para justificar a produção comercial, e a região acabou ficando em segundo plano nas décadas seguintes.
Embora a Margem Equatorial tenha sido identificada como área de interesse há mais de 50 anos, sua “descoberta”, no sentido econômico e estratégico, ainda está em andamento. Diferentemente do pré-sal, cuja viabilidade foi rapidamente comprovada, a região depende de novas perfurações para confirmar se o potencial estimado se traduz em reservas comercialmente exploráveis.
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