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Quais os termopares da Alutal e como escolher

Empresa reúne termopares cerâmicos, metálicos, flexíveis e básicos para diferentes processos industriais.

O termopar está em praticamente tudo o que envolve controle de temperatura na indústria. Ele garante que processos funcionem dentro do limite certo e evita variações que podem comprometer a produção. Como cada ambiente exige um tipo de resposta térmica, a escolha do sensor faz diferença no resultado final. No Brasil, a Alutal virou referência nesse mercado: fabrica diferentes modelos, mantém um laboratório próprio de calibração e reúne um portfólio amplo, usado por setores que operam desde faixas baixas até temperaturas extremas.

Agora, entender como cada liga se comporta é o primeiro passo para escolher o sensor adequado e evitar perda de desempenho no ambiente de operação.

Tipos de termopares da Alutal

A Alutal disponibiliza diversos tipos de termopares, com diferentes ligas metálicas, que cobrem ampla faixa de temperaturas e aplicações industriais. Os termopares são sensores usados para medir temperatura em processos industriais e se tornaram essenciais graça a sua precisão. O princípio é simples: dois metais diferentes são unidos na extremidade. Quando essa junção é aquecida, produz uma tensão elétrica proporcional à temperatura. Cada combinação metálica forma um “tipo” de termopar, com comportamento e faixa de uso específicos.

Os principais tipos são:

Tipos de termoparesLigas/metaisFaixa de temperatura Características e usos
KCromel (níquel-cromo) + Alumel (níquel-alumínio)~ –200 °C a ~1.260 °C Maior versatilidade, boa resistência à oxidação, amplamente usado em processos industriais gerais; ideal para altas temperaturas em atmosfera oxidante ou neutra.
JFerro + Constantan (cobre-níquel)~ –40 °C a ~750 °C Mais econômico; usado em sistemas antigos ou aplicações de temperatura intermediária; adequado para vácuo ou atmosferas redutoras, porém com menor resistência à oxidação.
TCobre + Constantan~ –200 °C a ~350 °CAlta precisão em baixas temperaturas; adequado para ambientes úmidos ou aplicações criogênicas; útil em setores que exigem controle rígido de baixa temperatura (alimentos, refrigeração, laboratório).
ECromel + Constantan~ –200 °C a ~900 °C Produz maior sensibilização (maior coeficiente termoelétrico), ideal para detectar variações rápidas de temperatura; útil em processos de controle térmico exigente, ensaios, pesquisa e controle de aquecimento.
NNicrosil (níquel-cromo-silício) + Nisil (níquel-silício)~ –200 °C a ~1.300 °C Feito para superar limitações do tipo K: maior estabilidade a longo prazo, menor deriva com o tempo, melhor resistência à oxidação; indicado para aplicações industriais exigentes, processos contínuos e de alta temperatura.
SPlatina-Ródio / Platina (ligas nobres)~ –50 °C até ~1.480 °C Alta precisão e estabilidade em altas temperaturas; usado onde é necessária medição confiável de temperaturas elevadas, como em fornos industriais, vidro, cerâmica, metais preciosos e calibração.
RPlatina-Ródio / Platinasimilar a S, para altas temperaturas, com boa estabilidade e durabilidade.
BPlatina-Ródio / Platina-Ródio (alto teor de ródio)desde ~870 °C até ~1.820 °C Para aplicações em altíssimas temperaturas, fornos industriais e processos severos de calor; quando há necessidade de operar consistentemente acima dos limites de termopares metálicos comuns.

Por que existem tantos tipos de termopares? Todos eles foram desenvolvidos para resolver um problema ou para aprimorar uma liga metálica mais antiga.

Existem três “famílias” de termopares: metais comuns (J, K, T, E, N), metais nobres (R, S, B, P) e tungstênio (G, C, P). Os termopares de metais comuns são baratos, possuem boas faixas de temperatura e são amplamente utilizados. Os termopares de metais nobres (platina) são caros e geralmente usados ​​para medições em temperaturas muito altas em atmosferas de oxigênio ou inertes, enquanto a família de termopares de tungstênio é usada para temperaturas muito altas em atmosferas inertes, redutoras ou de vácuo.

Termopares do grupo de metais base

O termopar tipo J é o mais antigo e possui uma ampla base instalada. Apresenta uma boa faixa de medição, até 760 °C. Um dos terminais é de ferro e está sujeito à corrosão em atmosferas úmidas ou com oxigênio. Pode ser utilizado em atmosferas redutoras, de vácuo e inertes. Os limites de erro padrão são de ±2,2 °C ou 0,75%, com limites de erro especiais (SLE) de ±1,1 °C ou 0,4%.

O termopar tipo K é o mais comum . Possui uma ampla faixa de operação, até 1260 °C, e boa resistência à corrosão. Não deve ser utilizado em atmosferas com baixo teor de oxigênio ou redutoras em temperaturas mais elevadas. O uso típico é acima de 550 °C em atmosferas de oxigênio ou inertes. Os limites de erro padrão são ±2,2 °C ou 0,75% e o SLE (erro padrão de medição) é de ±1,1 °C ou 0,4%.

O termopar tipo T é o mais preciso e possui excelente resistência à corrosão. Sua faixa de temperatura é limitada a 370 °C e funciona bem com gases úmidos e umidade. Também é utilizado em aplicações criogênicas. Devido à sua precisão, é comumente usado na indústria alimentícia, onde medições exatas são cruciais. Os limites de erro padrão são de ±1,0 °C ou 0,75%, com um SLE (erro padrão de medição) de ±0,5 °C ou 0,4%.

O tipo E é outro termopar de ampla faixa, semelhante ao tipo K, mas com precisão aprimorada e maior potência de saída. Pode ser usado nas mesmas aplicações que o tipo K, em ambientes com oxigênio ou inertes. Os limites de erro padrão são de ±1,7 °C ou 0,5%, com SLE de ±1 °C ou 0,4%.

As ligas de termopares do tipo N foram desenvolvidas para evitar alguns dos problemas que o tipo K apresenta em ambientes com baixo teor de oxigênio. Possuem a mesma faixa de operação e aplicações que o tipo K. Os limites de erro padrão são de ±2,2 °C ou 0,75% e o SLE (erro padrão de localização) é de ±1,1 °C ou 0,4%.

Termopares do grupo dos metais nobres

Os tipos R e S são usados ​​para medições de temperaturas muito altas em atmosferas de oxigênio ou inertes. Sua faixa de temperatura é de 0°C a 1480°C. A platina deve ser isolada apenas com cerâmica, pois o metal a contaminará. Os limites de erro padrão são de ±1,5°C ou 0,25% e o SLE (erro padrão de medição) é de ±0,6°C ou 0,1%.

Os termopares tipo B também são usados ​​para medições de alta temperatura em atmosferas de oxigênio ou inertes. Apesar da menor sensibilidade em baixas temperaturas, o tipo B é extremamente estável em temperaturas muito elevadas, sendo ideal para aplicações acima de 1.000 °C., normalmente não são usados ​​abaixo de 870 °C. Os limites de erro padrão são de ± 0,5% e o SLE (erro padrão de medição) é de 0,25%.

Termopares do grupo tungstênio

Existem três tipos comuns de termopares de tungstênio: Tipos G, C e D. O Tipo C é o único tipo de termopar de tungstênio reconhecido pela ASTM. Todos os três podem ser usados ​​até 2315 °C. As ligas de tungstênio são frágeis e não podem ser usadas em temperaturas com presença de oxigênio. Isoladores cerâmicos são normalmente usados ​​para isolar o fio desencapado. Deve-se ter cuidado ao manusear esses termopares, pois as ligas são muito frágeis. Os termopares de tungstênio são praticamente a única opção para ambientes de vácuo de alta temperatura ou atmosferas de hidrogênio.

Qual modelo de termopar a Alutal tem?

A Alutal oferece modelos voltados a diferentes operações, com variações de construção e proteção conforme o ambiente de instalação. A seguir, o funcionamento de cada grupo e onde são aplicados.

Termopares industriais para fornalhas, fornos e cimenteiras: modelos usados em fornalhas, caixas de fumaça, redutores e fornos rotativos operam em ambientes de alta temperatura e exposição contínua a gases quentes. A função é registrar a temperatura interna das câmaras de combustão e monitorar etapas como secagem, queima e reação térmica. Esses sensores geralmente utilizam tipos K, N ou S, escolhidos conforme a faixa térmica do processo.

Termopares para coqueria: projetados para áreas com atmosfera agressiva, esses sensores atuam no monitoramento de temperatura em baterias de coque. A leitura constante auxilia no controle da carbonização e no desempenho dos fornos.

Siderurgia: sistemas para laminação, sílica, sinterização e altos-fornos medem a temperatura em pontos críticos das linhas de produção. São aplicados para acompanhar aquecimento, resfriamento, fluxo de ar quente e condições térmicas de materiais metálicos. Modelos especiais, revestidos ou reforçados, evitam desgaste rápido por abrasão ou corrosão.

Termopares para vidrarias: sensores instalados em regeneradores, queimadores ou pontos múltiplos monitoram o comportamento térmico do vidro em fusão. O objetivo é controlar estabilidade do forno e verificar se o processo mantém a temperatura adequada para cada etapa de produção.

Cerâmicas e incineradores: aplicados em secadores e incineradores, esses sensores acompanham ciclos térmicos contínuos. Mantêm a leitura em ambientes com poeira, queima de resíduos ou variação de ar quente.

Termopares com fixações especiais: a Alutal produz modelos com abraçadeira, fixação magnética, rosca, tubete ou sistemas autoadesivos. Cada montagem atende à necessidade da máquina: contato direto, fixação rápida ou instalação sem perfuração.

Termopares para automotivo e transporte: há sensores específicos para testes de dinamômetro, escapamento e pneus. O objetivo é registrar variações térmicas para estudo de desempenho, segurança e eficiência energética.

Termopares para indústria alimentícia e sanitária: sensores com conexão sanitária, modelos para carnes, autoclaves e linhas Tetra Pak são desenvolvidos para processos limpos, com facilidade de higienização e precisão durante o aquecimento ou resfriamento.

Termopares para petroquímica, óleo e gás: as séries SKINPAD, TIM, TRS e TMP medem temperatura em tubulações, pontos externos e linhas onde não é possível perfurar o equipamento. A leitura é feita por contato, transferência de calor ou inserção em poços de proteção, dependendo do tipo de instalação.

Termopares para extrusoras e injetoras: equipamentos usados em plásticos, borracha e alumínio acompanham o aquecimento de cilindros e moldes. Podem ser padrão, premium ou do tipo espeto, dependendo da máquina.

A linha de termopares da Alutal inclui ainda opções para:

  • Moldes de siderurgia
  • Chapas e grelhas
  • Hot runner
  • Estufas de pintura
  • Secadores rotativos
  • Mancais
  • Estatores

Vale lembrar que cada modelo é adaptado ao formato e à forma de transferência de calor do equipamento.

Formatos e materiais dos termopares da Alutal

A Alutal fabrica termopares em diversas formas e materiais para atender condições físicas específicas de instalação, temperatura e ambiente.

Estruturas básicas de montagem

Termopares convencionais: formados por isoladores cerâmicos internos, bloco de ligação e camada externa de proteção metálica ou cerâmica.

Termopares com cabo: usados em medições rápidas ou montagens compactas. Podem ter capa externa em PVC, silicone, teflon, Kapton, fibra de vidro ou fibra cerâmica.

Termopares de alta temperatura: utilizam tubos cerâmicos, carbureto de silício ou nitreto de silício quando há restrição ao uso de metais.

Séries especiais: modelos para moldes, máquinas de injeção, extrusoras, circuitos eletrônicos, áreas confinadas e sistemas de aquecimento.

Como escolher o termopar correto

Determine a aplicação em que você usará o sensor termopar. A seleção do termopar adequado para suas necessidades começa com a definição precisa de como e onde você pretende utilizá-lo.

Determine a faixa de temperatura necessária. Depois de saber a faixa de temperatura desejada, você pode consultar uma tabela de faixas de termopares para determinar qual tipo de termopar é o mais adequado. O termopar tipo K oferece uma ampla faixa de temperatura e é o tipo mais utilizado. Os termopares tipo T são mais indicados para baixas temperaturas.

Determine se um tempo de resposta rápido é importante. Existem três tipos de junções de termopares: expostas, aterradas e não aterradas. Uma junção exposta proporciona os tempos de resposta mais rápidos. Um termopar não aterrado oferece o tempo de resposta mais lento, mas pode ser a melhor escolha se for desejável que o termopar esteja eletricamente isolado e protegido pela bainha.

Há necessidade de resistência química, à abrasão ou à vibração? O uso de um termopar exposto é limitado a aplicações não corrosivas. Tanto um termopar aterrado quanto um não aterrado podem ser usados ​​em ambientes corrosivos ou de alta pressão, mas uma sonda não aterrada é a melhor opção se houver necessidade de isolamento elétrico e blindagem do termopar pela bainha. Se tempos de resposta mais rápidos forem prioritários em um ambiente corrosivo, então um termopar aterrado é a melhor escolha.

Requisitos de instalação. O termopar pode precisar ser adaptado a equipamentos já existentes. Por exemplo, a presença de furos pré-existentes pode determinar o tamanho máximo da sonda.

Forno de calibração da Alutal

A Alutal mantém estrutura de calibração com forno próprio para certificação de termopares e sensores térmicos. Esse forno com range de 1600ºc – o mais quente do Brasil – permite ajustar, testar e validar a resposta termoelétrica conforme faixa de operação de cada tipo.

A empresa realiza calibrações Acreditadas CGRE (RBC), essenciais para processos que exigem:

  • padrões confiáveis de temperatura,
  • ajustes periódicos,
  • controle metrológico interno,
  • documentação para auditorias de qualidade,
  • repetibilidade de produção.

A existência de forno de calibração dentro da fábrica reduz tempo de entrega, elimina dependência de laboratórios externos e assegura que o sensor saia validado de acordo com a necessidade do cliente.

Como comprar termopar na Alutal?

Uma das formas mais simples e seguras de comprar um termopar é diretamente pelo site da Alutal, referência nacional em sensores de temperatura industriais. A empresa brasileira trabalha com toda a linha de termopares padrão e especiais, com opções para diferentes faixas térmicas e ambientes de operação. No catálogo online, é possível visualizar modelos, materiais de proteção, tipos de junção e aplicações recomendadas.

O processo de compra é direto: basta acessar o site, escolher o modelo desejado e solicitar um orçamento imediato. O atendimento da Alutal é personalizado e prestado por uma equipe técnica preparada para orientar na escolha do sensor correto, conforme a necessidade do processo. A entrega é para todo o Brasil.

Para projetos que exigem termopares personalizados, a Alutal também oferece fabricação sob medida. Nesse caso, o cliente pode enviar as características específicas e finalizar o contato pelo link de atendimento da Alutal. Dessa forma, é possível obter um termopar totalmente alinhado às exigências técnicas da operação.

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Anny Malagolini

Anny Malagolini é jornalista, redatora e especialista em SEO, com ampla experiência na produção de conteúdos estratégicos para web.

Funcionamento e aplicação de Termopares