O petróleo segue como uma das principais fontes de energia do planeta, com papel central na economia global, na política internacional e no desenvolvimento de diversos países. Mas, afinal, onde estão localizadas as maiores reservas de petróleo do mundo? As reservas indicam a quantidade de petróleo que pode ser extraída de forma economicamente viável com a tecnologia disponível hoje.
O que são reservas de petróleo?
Reservas de petróleo são estimativas do volume de petróleo bruto que pode ser extraído de reservatórios conhecidos, considerando critérios técnicos e econômicos vigentes. Os números variam conforme novas análises geológicas, mudanças de preço e revisão de dados de produção.
As reservas são classificadas em três grupos.
Reservas provadas (1P) reúnem volumes cuja extração é considerada certa dentro das condições atuais. Em modelos probabilísticos, a chance de recuperação igual ou superior à estimativa é de pelo menos 90%.
Reservas prováveis (2P) incluem as provadas e ampliam o volume estimado, com probabilidade mínima de 50%.
Reservas possíveis (3P) somam provadas e prováveis, com chance de recuperação a partir de 10%.
Essas estimativas mudam ao longo do tempo por causa de descobertas, revisão de campos já conhecidos, variações no preço do barril, que equivale a cerca de 159 litros, e decisões regulatórias.
O termo “reserva” não inclui todo o petróleo existente no subsolo. Recursos não convencionais ou ainda não mapeados ficam fora dessas contas até que possam ser explorados de forma viável.
Quais são os países com mais petróleo?
Países como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos concentram grandes campos petrolíferos, com destaque para a Arábia Saudita. Fora do Oriente Médio, outras regiões também possuem volumes relevantes. Na América do Sul, a Venezuela abriga as maiores reservas comprovadas do mundo, majoritariamente na forma de petróleo extrapesado. Na América do Norte, Canadá e Estados Unidos possuem grandes reservas, muitas delas não convencionais, como areias betuminosas e óleo de xisto.
A Rússia também está entre os principais detentores globais de reservas. Na África, países como Líbia, Nigéria e Angola desempenham papel relevante no mercado internacional. Já na Ásia, China, Índia e Indonésia possuem reservas menores em comparação ao consumo interno. Na Europa, o destaque fica para o Mar do Norte, onde Reino Unido e Noruega mantêm reservas importantes.
Ranking das maiores reservas de petróleo
| Posição | País | Barris (em bilhões) |
|---|---|---|
| 1 | Venezuela | 300,9 |
| 2 | Arábia Saudita | 266,5 |
| 3 | Canadá | 169,7 |
| 4 | Irã | 157,8 |
| 5 | Iraque | 150,0 |
| 6 | Rússia | 103,2 |
| 7 | Kuwait | 101,5 |
| 8 | Emirados Árabes Unidos | 97,8 |
| 9 | Estados Unidos | 48,5 |
| 10 | Líbia | 48,4 |
| 15 | Brasil | 16,2 |
Fonte: OPEC – Annual Statistical Bulletin 2024/2025; Oil & Gas Journal; Energy Institute (ex-BP) – Statistical Review of World Energy; ANP; Visual Capitalist.
A Venezuela lidera o ranking mundial, com cerca de 303 bilhões de barris de reservas comprovadas. Em seguida aparecem a Arábia Saudita, com aproximadamente 266 bilhões de barris, o Irã, com cerca de 157 bilhões, e o Canadá, com 169 bilhões de barris.
Juntos, esses países concentram mais da metade das reservas globais, estimadas entre 1,5 e 1,6 trilhão de barris.
Qual país possui a maior reserva de petróleo do mundo?
A Venezuela lidera o ranking mundial de reservas de petróleo. A maior parte do volume está concentrada na Faixa do Orinoco, área de cerca de 55 mil km² no norte do país. A presença de grandes jazidas está ligada à geologia da região, marcada pela Formação La Luna, uma rocha geradora do período Cretáceo que se estende pela Venezuela e por áreas da Colômbia.
Essa formação é rica em matéria orgânica acumulada ao longo de milhões de anos a partir de algas, plâncton, bactérias e material vegetal. Submetidos a altas pressões e temperaturas, esses sedimentos deram origem ao petróleo que hoje alimenta os principais campos do país. Além do Orinoco, as reservas venezuelanas se distribuem por bacias como Maracaibo, Barinas-Apure e Falcón. A Bacia de Maracaibo foi a primeira a ser explorada e ainda concentra parte relevante da produção.
O petróleo venezuelano é majoritariamente extrapesado, com alta viscosidade e teor elevado de enxofre. A extração exige técnicas como injeção de vapor e mistura com óleos mais leves, o que eleva custos e reduz o valor de mercado do produto. A produção está sob controle da estatal PDVSA, que enfrenta limitações operacionais e financeiras, além dos efeitos de sanções internacionais, o que restringe o aproveitamento das reservas.
Quais são as reservas de petróleo do Brasil
Hoje, a extração de petróleo no Brasil ocorre em dez estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe. Essa distribuição ajuda a explicar por que o país passou a figurar, nos últimos anos, entre os maiores produtores de petróleo do mundo.
As reservas brasileiras estão organizadas em bacias petrolíferas, que normalmente atravessam dois ou mais estados e reúnem dezenas de campos em operação. Ao todo, o Brasil possui centenas de campos petrolíferos, espalhados por diferentes regiões.
No Norte, a produção está concentrada nas bacias do Amazonas e do Solimões, onde a exploração ocorre principalmente em áreas terrestres. Já no Nordeste, o mapa é mais amplo e inclui as bacias de Sergipe-Alagoas, Potiguar, Parnaíba, Recôncavo, Camamu-Almada, Barreirinhas e Tucano Sul, responsáveis por parte relevante da produção em terra e em águas rasas.
É no Sudeste, porém, que estão as maiores reservas do país. As bacias do Espírito Santo, de Campos e, principalmente, de Santos concentram os campos mais produtivos. É nesta última que está o Pré-Sal, uma extensa faixa abaixo da camada de sal no fundo do oceano Atlântico, descoberta em 2006 e responsável por mais de 75% do petróleo produzido atualmente no Brasil.
Os campos de Lula, Búzios e Sapinhoá, todos na Bacia de Santos, estão entre os mais produtivos do mundo e sustentam o avanço da produção nacional. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o país encerrou 2024 com 16,8 bilhões de barris em reservas provadas, resultado de novas declarações de comercialidade, revisões técnicas e investimentos contínuos em exploração.
E tem quanto petróleo no mundo?
Mesmo diante do avanço das energias renováveis e das metas globais de redução de emissões, o petróleo segue como peça central da matriz energética mundial. A quantidade exata de petróleo ainda disponível no planeta é difícil de estimar com precisão, já que novas descobertas, revisões geológicas e avanços tecnológicos continuam alterando os números conhecidos.
Mesmo com o avanço das fontes renováveis e a pressão internacional por cortes nas emissões de carbono, o petróleo segue como base do sistema energético global. Estimativas internacionais indicam que as reservas provadas no planeta giram em torno de 1,6 a 1,7 trilhão de barris. Esse número, porém, está longe de ser definitivo. Ele muda com frequência, influenciado por novas descobertas, revisões técnicas de campos já conhecidos e pela evolução da tecnologia usada na exploração e produção.
Ao contrário da ideia de um estoque fixo, as reservas de petróleo são um conceito econômico e técnico. Um volume só entra nessa conta quando pode ser extraído com segurança e retorno financeiro nas condições atuais. Quando o preço do barril sobe ou quando novas técnicas reduzem custos, áreas antes consideradas inviáveis passam a ser incluídas. O inverso também ocorre em períodos de retração do mercado.
Nesse sentido, a tecnologia tem papel direto na ampliação da vida útil do petróleo. Campos maduros, que décadas atrás seriam abandonados após a queda natural da produção, hoje continuam operando por muitos anos. Métodos de recuperação avançada permitem extrair uma parcela maior do óleo presente no reservatório, elevando o fator de recuperação sem a necessidade de novas descobertas. Em águas profundas e ultraprofundas, o desenvolvimento de equipamentos mais precisos e resistentes ampliou o alcance da exploração, como ocorreu no pré-sal brasileiro.
Além disso, avanços na modelagem geológica, no uso de dados sísmicos e na automação dos campos reduziram riscos e aumentaram a eficiência das operações. Na prática, isso significa que o petróleo conhecido dura mais tempo do que se projetava no passado, mesmo com consumo elevado. Não se trata de negar a transição energética, mas de reconhecer que ela ocorre de forma gradual e desigual entre regiões e setores da economia.
A tecnologia da Alutal na indústria petrolífera
É nesse ponto que a atuação de empresas fornecedoras de tecnologia ganha relevância. A Alutal atua no desenvolvimento de soluções voltadas ao controle, monitoramento e segurança de processos industriais, incluindo o setor de óleo e gás, atendendo operações onshore e offshore. Seus equipamentos são utilizados em etapas críticas da cadeia, da exploração ao refino, com foco em precisão operacional e redução de falhas.
O portfólio da empresa inclui sensores e instrumentos para medição de temperatura, pressão, nível, vazão, vibração e detecção de gases, além de soluções para analítica de líquidos e gases e transferência de custódia, etapas críticas da cadeia petrolífera. Esses equipamentos são usados em refinarias, plataformas, terminais e unidades de processamento para controle de processos, aumento da confiabilidade operacional e redução de falhas.
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