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Termopar de Platina: onde usar e por que ele é tão preciso

Platina é comparada ao Ouro

A medição térmica em condições extremas representa um dos maiores desafios de engenharia. Enquanto termopares de metais básicos, como os tipos K, J e T, atendem à maioria das aplicações, certas indústrias exigem um nível de estabilidade, resistência à oxidação e precisão que apenas os metais nobres podem oferecer. O termopar de platina faz parte da elite dos sensores de temperatura.

O que é termopar de platina

Um termopar de platina é um sensor de temperatura de alta precisão pertencente à categoria dos termopares de metais nobres. Ao contrário dos termopares convencionais que utilizam ligas de metais base (como Níquel, Cromo ou Ferro), estes dispositivos são fabricados com platina de altíssima pureza e ligas de platina-ródio. A escolha desses materiais não é estética, mas fundamentada na sua excepcional resistência química e estabilidade termoelétrica sob calor intenso.

O funcionamento desses sensores baseia-se no efeito Seebeck, descoberto no século XIX, que descreve a geração de uma força eletromotriz (milivoltagem) quando há um gradiente de temperatura entre as junções de dois metais diferentes. No caso dos termopares de platina, a pureza dos metais garante que a relação entre temperatura e voltagem seja extremamente estável e reprodutível ao longo do tempo, mesmo após anos de uso.

Existem três classificações principais para esses sensores, padronizadas internacionalmente:

Tipo S (Platina / Platina com 10% de Ródio): historicamente o mais importante, foi utilizado por décadas para definir a Escala Internacional de Temperaturas entre 630 °C e o ponto de fusão do ouro. É o padrão de ouro para calibrações laboratoriais.

Tipo R (Platina / Platina com 13% de Ródio): embora muito similar ao tipo S, o tipo R possui uma porcentagem ligeiramente maior de ródio em seu braço positivo. Isso confere ao sensor uma saída de sinal (EMF) um pouco mais forte e uma estabilidade mecânica superior em certas faixas térmicas, sendo preferido em muitas aplicações siderúrgicas.

Tipo B (Platina com 6% de Ródio / Platina com 30% de Ródio): este é o “gigante” das altas temperaturas. Por utilizar ligas de platina e ródio em ambos os fios, ele consegue operar de forma contínua até 1700 °C e suportar picos de 1800 °C. Uma característica única do Tipo B é que ele produz uma saída quase nula em temperaturas abaixo de 50 °C, o que simplifica o projeto de circuitos de compensação em ambientes muito quentes.

Onde usar termopares de platina

A aplicação desses sensores é indispensável em qualquer ambiente onde a confiabilidade da medição seja crítica para o sucesso do processo e onde as temperaturas operacionais excedam os limites de segurança dos metais comuns. A versatilidade da platina permite que ela transite por diversas indústrias pesadas e de alta tecnologia.

Na indústria de semicondutores, a fabricação de wafers de silício ocorre em câmaras de vácuo onde a pureza é absoluta. Termopares de platina são usados para garantir que o aquecimento dos fornos de difusão seja milimetricamente controlado, evitando a contaminação do material por gases metálicos que sensores comuns poderiam liberar ao oxidar.

No setor de vidros e cerâmicas, os fornos de fusão operam ininterruptamente por meses ou anos. Um desvio de 10 °C na temperatura do vidro fundido pode alterar sua viscosidade, resultando em produtos com defeitos estruturais ou estéticos. Os termopares de platina, protegidos por tubos de cerâmica de alta alumina, oferecem a estabilidade necessária para manter o processo estável por longas campanhas de produção.

Outro campo vital é a indústria aeroespacial. Testes de motores de turbina e componentes de foguetes exigem dados térmicos precisos sob condições de fluxo de gases em alta velocidade. Sensores multiponto de platina são frequentemente instalados para mapear gradientes térmicos em reatores químicos e tubulações de exaustão, onde o monitoramento detalhado do calor é essencial para a segurança operacional. Além disso, motores a diesel de grande porte utilizam esses sensores para monitorar a exaustão e otimizar a eficiência da combustão, reduzindo o impacto ambiental.

Benefícios dos termopares de metais nobres

Investir em termopares de platina oferece um retorno claro em termos de integridade de dados e longevidade do equipamento. O primeiro e mais evidente benefício é a precisão inigualável. Em aplicações científicas e industriais de ponta, a margem de erro permitida é mínima, e a platina é o único material que mantém sua calibração original quase inalterada após ciclos térmicos repetidos.

A resistência à oxidação e corrosão é outra vantagem competitiva. Em atmosferas oxidantes (ricas em oxigênio) ou inertes, a platina não forma camadas de óxido que descascam e enfraquecem o fio. Isso significa que, enquanto um termopar tipo K precisaria ser substituído a cada poucos meses em um forno de 1200 °C, um termopar tipo R ou S pode durar anos, dependendo da sua proteção.

Além disso, a estabilidade a longo prazo reduz os custos operacionais (OPEX). Menos substituições significam menos paradas de manutenção programadas e menores riscos de paradas não planejadas. Para indústrias que operam com sistemas de monitoramento contínuo, a compatibilidade desses sensores com transmissores e controladores modernos permite a criação de sistemas de controle em malha fechada extremamente confiáveis, aumentando a segurança global da planta.

Há também a questão da rastreabilidade. Por serem frequentemente usados como padrões de transferência, os termopares de platina facilitam o cumprimento de normas internacionais de qualidade, como a ISO 9001 e normas específicas de laboratórios de calibração, garantindo que a temperatura lida no chão de fábrica seja a mesma reconhecida pelos padrões globais.

Comprar termopar na Alutal

A aquisição de sensores de metais nobres exige um orçamento robusto, por causo do valor dos metais utilizados. Por isso, escolher um parceiro como a Alutal é fundamental para garantir que o investimento resulte no desempenho esperado. A empresa, localizada em Sorocaba, é reconhecida por fornecer materiais de alta pureza e montagens configuradas especificamente para os desafios de cada cliente.

Na Alutal, os clientes encontram termopares de fio de platina, incluindo os tipos S, R e B. Além dos modelos tradicionais, a empresa trabalha com ligas avançadas como o Platinel II, que busca combinar as melhores características termoelétricas em ambientes específicos.

A Alutal também oferece soluções completas de montagem. Isso inclui a escolha do isolamento mais adequado, como cabos com isolamento mineral compactado (MgO) para resistência a vibrações, ou tubos de proteção de cerâmica e carboneto de silício para atmosferas corrosivas. Com serviços de teste e calibração de excelência, a Alutal assegura que cada conjunto de sonda entregue saia de fábrica pronto para oferecer a máxima confiabilidade e precisão incomparável.

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Anny Malagolini

Anny Malagolini é jornalista, redatora e especialista em SEO, com ampla experiência na produção de conteúdos estratégicos para web.

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